O mês de agosto é conhecido como Agosto Dourado por simbolizar a luta pelo incentivo à amamentação. A cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno e a ideia principal é intensificar ações intersetoriais de conscientização e esclarecimento sobre a importância do aleitamento materno. Confira como a nutrição pode ajudar no aleitamento materno, facilitando o dia a dia das mães, proporcionando uma produção de leite adequada e nutritiva para o bebê. Veja também alguns mitos comuns nesta fase.
Benefícios do leite materno
O leite materno contém todas as proteínas, gorduras, vitaminas, açúcares e água, além dos anticorpos e glóbulos brancos que previnem as infecções e as doenças e por isso, é considerado o alimento mais completo, uma vez que fornece todos os nutrientes importantes para o crescimento e desenvolvimento do bebê.
A recomendação mundial é de que o aleitamento deve ser exclusivo até os 6 meses e complementado com adição de alimentos variados até os 2 anos ou mais.
Como a Nutrição pode ajudar no aleitamento materno?
Veja como a alimentação da mãe pode ajudar na nutrição adequada do bebê, grupos de alimentos importantes, dicas para facilitar a rotina alimentar e mitos relacionados ao aumento ou diminuição da produção de leite.
Mantenha uma alimentação saudável
Para que a produção do leite aconteça de forma adequada, a alimentação da mãe tem de ser a mais rica e variada também em nutrientes para que esses sejam fornecidos através do leite para o bebê.
Nesse momento é importante ficar atentos também ao consumo adequado de calorias, uma vez que o aleitamento aumenta o gasto calórico da mãe, favorecendo assim, uma perda do peso adquirido na gestação de forma mais rápida. Mais um ponto positivo da amamentação tanto para a mulher quanto para o bebê, que terá um leite completo.
Boas fontes de energia e calorias são os cereais integrais, como arroz, aveia, pães e massas integrais e outros.
As gorduras boas também devem estar presentes no prato, como azeite, abacate, castanhas, sementes de chia e linhaça, proteínas animais (quando for da preferência da mãe) e outros. Estas, além de garantirem um fornecimento maior de calorias, que são importantes também nessa fase, tem papel no sistema imune, na produção e regulação dos hormônios e outros benefícios.
As frutas, legumes e verduras quanto mais coloridas e variadas forem, mais vitaminas e minerais estarão sendo consumidos, garantindo assim a saúde da mulher e um leite completo.
Sabemos que nesse período, principalmente nos primeiros meses, a vida estará bem corrida e o foco todo no bebê, mas mamães mantenham atenção à sua alimentação também. Assim, sempre que tiver um tempinho, aproveite para higienizar, cortar a até mesmo preparar algumas refeições e lanches para que consiga manter bons hábitos.
Outra dica é pensar em preparações rápidas, tais como:
- Omeletes com legumes
- Mingaus e cremes
- “Marmitinhas” saudáveis congeladas que vão direto para o forno ou micro-ondas
Mamães, não acreditem em mitos populares
Quem nunca ouviu que o consumo de cerveja preta, canjica e outros são formas de se aumentar a produção do leite? Mas esses são mitos!
Para que a produção de leite aconteça na sua capacidade máxima, é importante que a mulher tenha uma alimentação saudável e bem variada, que garanta a hidratação adequada e aqui vale destacar que estamos falando de água, sucos de frutas naturais e agua de coco.
Deve-se ter muito cuidado com o consumo dos chás, uma vez que tudo que é consumido pela mãe, pode passar para o leite.
Assim como não existem alimentos específicos que favorecem a produção de leite, também não tem uma lista daqueles que devem ser realmente evitados, como se fala dos feijões, dos crucíferos (ex.: couve-flor, brócolis e outros).
Cada indivíduo é único e assim, no caso de manifestação de sintomas, como cólicas, gases e outros, devem ser avaliados individualmente pelo pediatra para que a causa seja identificada e tratada.
E o grande ponto para a produção de leite é a sucção do bebê no seio da mãe, através dessa, são provocados impulsos elétricos no seio da mãe que vão até o cérebro, estimulando a liberação da ocitocina, o neurotransmissor que favorece a produção do leite materno. Em seguida, o hormônio segue pela corrente sanguínea e vai até às glândulas mamárias, empurrando o leite pelos ductos. Quanto mais adequada e frequente for a pegada, mais estímulos acontecerão e assim, a produção normal do leite.
Referências:
https://www.sbp.com.br/especiais/agosto-dourado/
irp-cdn.multiscreensite.com/63a687e5/files/uploaded/Cartilha_AgostoDourado.pdf
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