O sono é um pilar importante para a saúde, hoje se compreende que ele pode resultar em inúmeros benefícios para manutenção da saúde física, mental e emocional. De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 40% da população mundial hoje apresentam distúrbio do sono e esse quadro se agravou ainda mais com o período da pandemia, na qual houve uma profunda mudança na rotina das pessoas. Dessa forma, a melatonina teve um crescimento mundial em sua procura, e hoje vem sendo cada vez mais estudada e ganhando destaque no mercado.

Conhecida como o “hormônio do sono”, a melatonina é uma substância produzida naturalmente pelo corpo e liberada em condições de baixa luminosidade, ou seja, pouca luz. Hoje, por diversos motivos relacionados ao estilo de vida, ao envelhecimento e até às doenças crônicas, como a obesidade, ela pode ter a sua quantidade reduzida.

Uma de suas principais funções é o controle do relógio biológico, também conhecido como ciclo circadiano, que envolve o ciclo de sono e vigília, que nada mais é do que a alternância entre os períodos que passamos acordados e os períodos em que dormimos. Ela também se destaca por atuar na indução, duração e qualidade do sono. A quantidade de melatonina produzida durante a noite vai determinar se esse sono será de qualidade, promovendo dessa forma mais disposição, energia e vigor ao longo do dia.

Geralmente, a produção de melatonina se inicia umas 21 horas, quando o corpo já começa a entrar em estado de relaxamento e sonolência. Seu pico de produção varia dependendo de pessoa, geralmente entre meia noite a 3 horas da manhã em ambientes escuros.  Por isso quando dormimos tarde, ou ficamos com luzes de celulares e televisões acesas antes de dormir, há prejuízo na produção de melatonina e consequentemente, no sono.

Além do sono, a melatonina apresenta outros benefícios, como por exemplo, ação antioxidante. Ela tem sido apontada como uma substância muito eficiente na eliminação de radicais livres no organismo, prevenindo contra o envelhecimento celular e o desenvolvimento de doenças, como a diabetes e a obesidade e atua no fortalecimento da imunidade. Além desses feitos, outros estudos apontam como uma poderosa aliada da fertilidade feminina, protegendo os órgãos sexuais femininos contra radicais livres e aparecimento de doenças.

A melatonina hoje, no Brasil, é reconhecida como um suplemento alimentar por também estar presente em alimentos, mesmo em quantidades mínimas, como por exemplo, em morangos, abacaxi e aveia. O suplemento pode ser encontrado, em lojas de produtos naturais e farmácias, respeitando a dosagem máxima permitida pela ANVISA de 0,21 mg/dia. Para doses acima desta recomendação, deve ser consumido sob orientação e prescrição médica. O seu uso é indicado em casos de insônia, má qualidade do sono, assim como na redução de efeitos de jet lag com a mudança brusca de fusos horários em viagens e para pessoas que trabalham em turnos noturnos e que precisam dormir de dia, ou seja, que tenham uma alteração no seu ritmo circadiano. (aqui teria que explicar o que é ciclo circadiano)

Vale lembrar, que o suplemento de melatonina pode ser um importante aliado para uma boa noite de sono, mas para ter um funcionamento equilibrado do organismo é essencial também construir hábitos saudáveis, como ter uma rotina para dormir, uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas regulares.

Referência:

BHB Foods e Suplementos [homepage na internet]. Melatonina – a mais nova substância liberada em suplementos pela ANVISA, 2021 [acesso em 16 Mar 2022]. Disponível em: https://bhbfood.com/opiniao/melatonina-a-mais-nova-substancia-liberada-em-suplementos-pela-anvisa

Agência Nacional de Vigilância Sanitária [homepage na internet]. ANVISA autoriza melatonina na forma de suplemento alimentar, 2021 [acesso em 11 Mar 2022]. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2021/anvisa-autoriza-a-melatonina-na-forma-de-suplemento-alimentar

Melatonina, ritmos biológicos e sono – uma revisão da literatura, 2008 [acesso em 16 Mar 2022 ] Disponível em : http://files.bvs.br/upload/S/0101-8469/2008/v44n1/a5-11.pdf

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