Por definição Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) são alterações significativas na comunicação, interação social e no comportamento de crianças. E essas podem trazer como consequência dificuldades adaptativas. Além dessas características específicas, como o impacto no desenvolvimento cognitivo, o TEA causa desordens intestinais, manifestando redução na produção de enzimas digestivas, aumento de inflamações e alterações na saúde e funcionamento intestinal, que são fatores de risco para o agravamento dos sintomas da doença. Diversos estudos apontam, de forma significativa, uma série de desequilíbrios fisiológicos e metabólicos no organismo de crianças com TEA, dentre eles podendo destacar: alterações na permeabilidade intestinal, disbiose, alergia alimentar, dificuldade para controlar esfíncter, distensão abdominal, dor abdominal, constipação, vômitos frequentes, doença inflamatória intestinal, doença celíaca, intolerância alimentar, aumento da flatulência e refluxo gastroesofágico. Segundo estudiosos, a prevalência de sintomas gastrointestinais em crianças autistas é de 46-76%, enquanto em crianças sem o diagnóstico é de 10-30%. Esses distúrbios podem estar relacionados a problemas alimentares, mais especificamente no aumento da permeabilidade intestinal e nas proteínas não digeridas do glúten e da caseína que ao serem absorvidas nas vilosidades intestinais, passam para corrente sanguínea, podendo produzir substâncias estimulantes no sistema nervoso central, provocando a hiperatividade e o distúrbio de déficit de atenção. Mas infelizmente a abordagem nutricional na criança autista é muito negligenciada. Já que diversos estudos apontam que cuidados com a alimentação podem impactar no comportamento, desenvolvimento intelectual e a estabilidade emocional das crianças. A intervenção dietética tem como objetivo melhorar a saúde física e bem estar, tendo evidências sugestivas de que uma dieta livre de glúten e caseína pode melhorar os sintomas. Desta forma, listamos alguns cuidados nutricionais que merecem atenção no TEA: Vale destacar que é muito comum o quadro de seletividade alimentar apresentado por pessoas com diagnóstico de TEA, e por isso há necessidade de uma intervenção profissional, já que autistas apresentaram uma tendência ao maior consumo de alimentos ricos em carboidratos e gorduras, com restrições aos alimentos ricos em proteínas, vitaminas e sais minerais. Portanto, possivelmente, uma conduta de suplementação com antioxidantes pode promover um melhor prognóstico quanto à diminuição do estresse oxidativo e dos possíveis danos cerebrais nos autistas. Essa abordagem deve estar inserida em um programa multidisciplinar para melhoria da sua situação clínica e da sua capacidade de aprendizagem. Mas devemos destacar que cada indivíduo tem que ser avaliado pelo profissional competente que determinará a melhor conduta terapêutica a ser implementada. Referencias: https://www.scielo.br/j/physis/a/WKnC7ffTK4CJZbgbCJRcChS/ https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/39573 https://revistas.unifoa.edu.br/praxis/article/view/3803 http://200.18.15.28/bitstream/1/7214/1/Autismo.pdf https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/15704/14070 https://adventista.emnuvens.com.br/RBSF/article/view/1487/1070