A obesidade é um problema mundial de saúde pública que também afeta as crianças. Mudanças nos hábitos alimentares dos brasileiros vêm impactando este cenário, com destaque para redução no consumo da comida natural e aumento de alimentos ultraprocessados. Veja o que incluir na alimentação das crianças e o que precisa ser evitado para prevenção da obesidade infantil. Obesidade Infantil no Brasil No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que 3 a cada 10 crianças de 5 a 9 anos estão acima do peso e isso precisa ser modificado para que essas cresçam e se desenvolvam em seu potencial máximo, já que obesidade e sobrepeso na infância poderá prejudicar toda a vida deles. Causas Muito relacionado ao excesso de peso, estão às mudanças no padrão de alimentação dos brasileiros, onde nas últimas décadas passaram a consumir menos alimentos naturais, como frutas e verduras, e aumentou o consumo de alimentos ultra processados (aqueles industrializados com altas quantidades de sal, gordura e açúcar). Estas informações são confirmadas através de estudos e sistemas como o SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional), que em 2018 mostraram como está à frequência de consumo de alimentos ultra processados no dia anterior a pesquisa e os resultados são preocupantes: Entre as crianças de 6 a 23 meses: cerca 49% consomem alimentos ultra processados e 33% de bebidas adoçadas; Entre crianças de 5 a 10 anos o consumo chega em 68% de ultra processados e bebidas adoçadas. Nessa mesma faixa etária, observa-se uma frequência de 62% de consumo de macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote ou biscoitos salgados, no dia anterior. Além da mudança na alimentação, também se faz menos exercícios por aqui, de 2001 a 2016, o Brasil foi um dos países com maior prevalência de atividade física insuficiente, ou seja, mais um fator de risco para desenvolvimento da obesidade. E como reverter esse quadro? Confira dicas da Viviane Pereira, Nutricionista da Rede Mundo Verde. Prevenção da Obesidade Infantil O cuidado com a alimentação das crianças deve existir desde sempre, seguindo a recomendação de amamentação exclusiva até os 6 meses e depois na fase da introdução alimentar. De acordo com Viviane, é importante que se priorize o consumo de comida de verdade, como por exemplo: Frutas Legumes Verduras Cereais integrais Proteínas animais e vegetais Nesse momento a criança está aprendendo novos sabores, texturas, o que vai favorecer bons hábitos alimentares durante a vida. Quando esses alimentos são colocados na rotina das crianças, consegue-se fornecer todos os nutrientes importantes para o seu crescimento, tais como: Carboidratos: principais fornecedores de energia. Proteínas: importantes para o crescimento e desenvolvimento muscular. Gorduras: atuam em vários processos regulatórios. Vitaminas e minerais: importantes para o sistema imune e outros benefícios. Evite ao máximo os produtos processados e ultraprocessados, como biscoitos recheados, refrigerantes, sucos adoçados, bolos, salgadinhos, embutidos, entre outros, alerta a nutricionista. Estes alimentos são ricos em corantes, conservantes, açúcares, gorduras hidrogenadas, sal e outros que em vez de nutrir, acabam favorecendo deficiências e o aparecimento de vários outros problemas de saúde. Associado aos bons hábitos alimentares, para controle e prevenção da obesidade é muito importante que as crianças se mantenham ativas, praticando exercícios físicos regularmente e evitando longos períodos de tempo em contato com celulares, tablets, TVs e outros. Ao combinar os bons hábitos alimentares com a prática regular de exercícios físicos desde a infância é possível que esse problema de saúde pública seja melhorado e a geração do futuro seja mais saudável. Referências: aps.saude.gov.br/noticia/6295 veja.abril.com.br/saude/alimentacao-saudavel-previne-a-obesidade-infantil-e-o-cancer/