Mudança de estação é, para muitas pessoas, sinônimo de gripe ou resfriado. Basta um dia de muito sol seguido de uma virada repentina no clima para que o corpo dê respostas negativas, impossibilitando de fazermos nossas atividades rotineiras. De acordo com o Dr. Fausto Nakandakari, otorrinolaringologista do Hospital Sírio Libanês, as doenças causadas pela mudança de estação podem surgir de várias formas. As doenças alérgicas, por exemplo, são comuns nas principais cidades do sul e sudeste do país, pois principalmente no período de estiagem (seca), as pessoas costumam usar casacos empoeirados e sem a limpeza adequada, aumentando os casos de doenças infecciosas, como resfriados comuns e gripes. Aumente sua imunidade O sistema imunológico é responsável pela proteção do organismo contra infecções ou doenças. A imunidade pode estar mais alta ou baixa, dependendo de diversos fatores. É por isso que, muitas vezes, duas pessoas passam pelas mesmas condições climáticas, mas apenas uma delas fica doente. A queda da imunidade tem tudo a ver com o aumento de casos de doenças na mudança de estação. “As pessoas com o sistema imune mais baixo são mais suscetíveis a adquirir doenças infecciosas. Por esse motivo, os pacientes idosos e com baixa imunidade estão no programa de vacinação contra a influenza (gripe)”, conta o médico. Previna já! O médico especialista conta que prevenir as doenças causadas pela mudança de estação é o melhor remédio. As recomendações são: lavar bem as mãos antes de comer, quando chegar em casa e após ir ao banheiro; evitar contato com pessoas que estejam resfriadas; manter a casa livre de mofo ou poeira; fazer um ciclo de lavagem nos casacos que estão dentro do armário há muito tempo sem uso; fazer limpeza nasal com soro fisiológico e inalação com soro; e, se os sintomas persistirem por mais de 7 dias, procure o seu médico para avaliação. Invista na alimentação Comer mal é um dos principais fatores relacionados à baixa imunidade, isto porque é na alimentação que se encontram vitaminas, minerais e outros nutrientes importantes para o fortalecimento do sistema imunológico. Sendo assim, investir nos alimentos certos ajuda a combater vírus, bactérias maléficas e outros agentes nocivos ao organismo. Confira alguns dos alimentos que aumentam a imunidade e incorpore-os no seu cardápio: Frutas cítricas: são fontes de vitamina C, que possui efeito antioxidante e fortalece a imunidade. Alho: tem ação antiviral, antibactericida e antifúngica, ajudando a evitar gripes, resfriados e outras doenças. Castanha-do-pará: fonte de selênio, que tem ação antioxidante e, portanto, combate os radicais livrese fortalece o sistema imunológico. Cebola: tem efeito antimicrobiano e é rica em quercetina, substância com propriedades anti-inflamatórias. Alivia sintomas de alergias. Cogumelo shitake: contém lentinana, nutriente que estimula a produção das células de defesa. Gengibre:tem ação anti-inflamatória e bactericida. Lichia: é rica em vitamina C e em potássio, fortalecendo a imunidade. Também possui propriedades anti-inflamatórias. Mel: contém substâncias que agem como antibióticos naturais. O melé eficaz contra os sintomas de gripes e resfriados e ajuda no tratamento de problemas pulmonares e da garganta. Grãos de pólen de abelha: rico em proteínas, vitaminas e minerais que ajudam na formação de anticorpos. Vegetais verde-escuros: são fontes de ácido fólico, que contribui para o funcionamento do sistema imune. Por Fernanda Lima
Compulsão por doces: saiba o porquê ela acontece e como driblá-la
Nutricionista diz que o consumo abusivo de açúcar gera um ciclo vicioso no organismo, mas é possível evitar este problema Quem não ama comer um docinho, não é mesmo? No entanto, seja um chocolate, bolo, sorvete ou aquela sobremesa imperdível, é preciso tomar cuidado para que esta exceção não vire rotina na dieta. Isto porque o consumo elevado pode causar compulsão alimentar por doce. Segundo Marcela Mendes, nutricionista do Mundo Verde, a compulsão se caracteriza pelo consumo excessivo de alimentos em um espaço curto de tempo e em grande quantidade. Um dos mecanismos mais conhecidos que levam a dependência do açúcar é o descompasso na produção da substância dopamina, relacionada à sensação de prazer e bem-estar. “O açúcar tem capacidade de ativar essa substância. No entanto, o consumo excessivo e prolongado faz com que o organismo diminua a produção de dopamina e, consequentemente, a sensação de prazer e bem-estar. Ao mesmo tempo, faz com que o organismo sinta cada vez mais necessidade de consumi-lo, gerando dependência. Cria-se um ciclo vicioso”, alerta a especialista. Além disso, nosso organismo é inteligente e sente falta de tudo aquilo que oferecemos a ele. Ou seja, um indivíduo que se alimenta de alimentos industrializados ricos em gorduras ruins e açúcares, possui uma tendência muito grande em consumir estes alimentos. O oposto também acontece: pessoas que se alimentam de maneira mais saudável tendem a fazer, na maior parte das vezes, boas escolhas alimentares. “Além de nossas escolhas se tornarem hábitos, o consumo excessivo do açúcar e a compulsão por doces acontece pelo excesso de consumo e pela dependência gerada no organismo”, detalha a nutricionista. Os malefícios do açúcar Apesar de adoçar alimentos e deixarem eles mais gostosos, o açúcar branco pode ser considerado um vilão na alimentação. Isto porque ele passa por um processo de refinamento, fazendo com que perca suas propriedades nutricionais, além de aumentar rapidamente os níveis de açúcar no sangue. A boa notícia é que existem versões mais saudáveis de açúcar. O mascavo, demerara e de coco, por exemplo, são mais nutritivos, ricos em vitaminas e minerais. O de coco, inclusive, tem capacidade de controlar a absorção desse açúcar pelo organismo. Porém, mesmo estes que são mais indicados, devem ser consumidos com moderação. O que causa a compulsão? Como já vimos, quanto mais consumimos açúcares, mais sentimos vontade de consumi-lo, gerando a compulsão. No entanto, outros fatores contribuem com a compulsão por doces, como fatores ambientais, emocionais e comportamentais, por exemplo. Marcela destaca ainda que o açúcar é uma fonte rápida de energia. A restrição repentina, causada por dietas da moda ou jejum sem acompanhamento, por exemplo, faz com que o organismo necessite de energia imediata, encontrada em alimentos ricos em açúcares e pobres em fibras, proteínas e nutrientes. “O corpo se defende para sobreviver. Se há restrição de energia, ele dá sinais de alerta, além de levar a obesidade e altos níveis de colesterol no sangue”, conta Marcela. Opções saudáveis A nutricionista dá uma dica de ouro para quem tem compulsão por doces: mudar os horários que normalmente sente vontade de consumi-los e reprogramar o cérebro. Outra dica é optar por opções sem açúcar e/ou com bons adoçantes. No caso de chocolates, o ideal é que tenham no mínimo 70% de cacau. Também é interessante investir em opções de snacks e doces ricos em fibras, pois eles promovem maior saciedade e controlam a quantidade de açúcar que chega no sangue. O chá GlicoAtive, do Mundo Verde, é uma opção que ajuda a evitar a compulsão. O chá, que tem a canela como principal ingrediente reduz a dependência/compulsão por açúcares. A versão em cápsula contém ainda o magnésio, cromo e manganês, minerais que auxiliam paralelamente no controle da glicemia e na compulsão por carboidratos e doces. O GlicoAtive, em suas duas versões, também é indicado para controlar os níveis de glicose na corrente sanguínea, pois é hipoglicemiante, auxiliando na redução de açúcar no sangue. Neste caso, ele pode ser consumido após as grandes refeições. Será que sofro de compulsão por doces? A compulsão por doces deve ser diagnosticada e tratada por profissionais da saúde. Isto porque é preciso diferenciá-la da ansiedade, que gera vontade e exagero no consumo pelos maus hábitos alimentares, e não por compulsão diagnosticada. A dica é, ao menor sinal de perda de controle do consumo de açúcares, procurar um especialista. Por Fernanda Lima