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Fome emocional x fome real: como identificar e lidar com cada uma delas

Mulher pensativa segurando um sanduíche enquanto fala ao telefone, representando o conceito de fome emocional e o comer por impulso.

Você já sentiu vontade de comer mesmo sem estar fisicamente com fome? Se sim, saiba que isso pode ser um sinal de fome emocional, uma resposta do corpo e da mente a sentimentos como ansiedade, estresse, tédio ou tristeza.

Diferente da fome real, que surge quando o organismo realmente precisa de energia e nutrientes, a fome emocional está mais ligada a aspectos psicológicos e comportamentais. Portanto, saber identificar a diferença entre elas é essencial para desenvolver uma alimentação consciente, praticar o autocuidado e manter o equilíbrio alimentar no dia a dia.

O que é fome real?

A fome real é o sinal natural de que o corpo precisa repor energia. Geralmente, ela aparece gradualmente, acompanhada de sinais físicos como estômago roncando, sensação de vazio no abdômen, leve tontura ou falta de concentração.

Ao sentir fome real, normalmente você está aberto a diferentes tipos de alimentos, buscando satisfazer a necessidade nutricional. Além disso, a sensação de saciedade surge assim que o corpo recebe a quantidade suficiente de comida.

O que é fome emocional?

Por outro lado, a fome emocional costuma surgir de forma repentina e está associada a um desejo específico, quase sempre por alimentos mais calóricos, doces ou ultraprocessados. Isso acontece porque esses alimentos são ricos em açúcar, gordura ou sal, ingredientes que estimulam a liberação de neurotransmissores como dopamina e serotonina.

Essas substâncias geram uma sensação rápida de prazer e conforto. Com o tempo, o corpo aprende a associar esses sabores ao alívio emocional, reforçando o comportamento de buscar esse tipo de comida em momentos de estresse ou tristeza.

Como diferenciar e lidar com cada tipo de fome

Para identificar se o que você sente é fome real ou emocional, vale seguir um passo simples:

Se a resposta indicar fome emocional, busque alternativas de autocuidado, como caminhar, ouvir música, ler, conversar com alguém ou praticar exercícios de respiração.

Se for fome real, dê preferência a refeições equilibradas, com variedade de cores e nutrientes, incluindo:

Essa combinação ajuda a manter o corpo saciado por mais tempo, evita picos de fome ao longo do dia e contribui para um hábito alimentar mais consistente.

O papel da alimentação consciente

Praticar a alimentação consciente é outro grande aliado no combate à fome emocional. Isso significa comer com atenção plena, percebendo a textura, o sabor e o aroma dos alimentos, mastigando devagar e respeitando os sinais de saciedade.

Essa prática não só ajuda a reduzir episódios de comer por emoção, como também favorece a criação de hábitos alimentares saudáveis que se mantêm no longo prazo.

Equilíbrio entre corpo e mente

Com paciência e pequenas mudanças diárias, é possível encontrar um ponto de equilíbrio entre corpo e mente, reconhecendo quando o organismo realmente precisa se alimentar e quando a comida está sendo usada como resposta às emoções.

Dessa forma, você cuida da saúde física e emocional, fortalece a relação com a comida e promove o bem-estar de forma duradoura.


Autor: Valquíria Soares – Nutricionista da Rede Mundo Verde.
Referências:

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