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Dengue: como a nutrição pode ajudar na redução dos riscos

Dengue: como a nutrição pode ajudar na redução dos riscos

A dengue é uma doença endêmica no Brasil, com a ocorrência de casos durante o ano todo, porém com um aumento do número dos casos e um maior risco para epidemias em períodos de mudanças climáticas com temperaturas elevadas e dias chuvosos. 

É uma doença causada por um vírus, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente em mais de 100 países, exceto a Europa.

A infecção pelo vírus da dengue Aedes aegypti, pode ser assintomática ou sintomática, podendo parte dos pacientes evoluir para formas graves, e inclusive levar a óbito.

Por isso, manter-se bem hidratado e com uma alimentação saudável equilibrada é fundamental em pessoas que contraem o vírus da dengue, já que pode ocorrer a diminuição das plaquetas e do sistema imunológico. 

A primeira recomendação é consumir muitos líquidos, principalmente água! Mas a água de coco, soro caseiro, chás claros, etc, são bem-vindos para aumentar o aporte de líquidos. Mantenha sempre uma garrafinha de água ao lado, para lembrar de consumir ao longo do dia e desta forma, poder mensurar a quantidade consumida e controlá-la. 

Além disso alguns nutrientes podem ser importantes na melhora dos sintomas devido sua atividade antiviral, como:

Quercetina: a quercetina interage com algumas proteínas importantes nesse processo e pode interromper o ciclo de replicação viral. Inibindo a multiplicação do vírus. Encontrado em alimentos como: Casca de cebola e cebola, maçã, uva, frutas vermelhas, aspargos, couve, chás, brócolis, entre outros. 

Curcumina: antioxidante presente na cúrcuma, a curcumina inibe sua conformação ativa.

Própolis: Apresenta mais de 200 compostos químicos, entre eles os flavonóides, fitoquímicos responsáveis pela sua ação antioxidante, que pode ajudar na recuperação mais rápida na contagem de plaquetas. 

A alimentação deve ser leve, de fácil digestão e absorção, como: hortaliças em geral, alimentos ricos em ferro (devido à queda substancial das plaquetas) como as carnes vermelhas magras e leguminosas e frutas. 

Incluir a ingestão de alimentos que contenham vitamina K (ajudam na coagulação sanguínea), como hortaliças e folhosos verdes-escuros. 

Como a imunidade está deficiente deve ser incluído alimento ricos em proteínas, como leguminosas, carnes, ovos, entre outros. 

Assim como manter uma boa oferta de vitaminas A, C, D, E e Ácido fólico e zinco para ajudar a melhorar o estado nutricional, além de pode ser utilizado complementos ricos em vitaminas e minerais.

É importante salientar que essas são dicas generalizadas, e para elaboração de um plano alimentar é importante procurar um nutricionista em consultório para avaliação das necessidades nutricionais e um planejamento a fim de atender todas as necessidades nutricionais. 

Fonte: Priscila Gomes – Nutricionista da Rede Mundo Verde
Priscila Gomes é nutricionista registrada CRN-3 29036 pós graduada em Nutrição Esportiva Funcional pela VP centro de Nutrição Funcional. Atua na área de marketing nutricional, esportiva e funcional na rede Mundo Verde, onde realiza treinamentos de capacitação para equipes em diferentes estados do Brasil e desenvolve conteúdos técnico científicos.

Referências 

SHOROBI, F.M.; et al. Molecules; 28(3): 938, 2023. 

LIM, L.; et al. ACS Omega; 5(40): 25677-25686, 2020. 

TEH, B.P.; et al. Nutrients; 14(8):1584, 2022. 

SORPY, L.; et al. Infect Drug Resist; 7: 323-329, 2014.

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