Atualmente, indústruia oferece um grande leque de opções quando o assunto é alimentação. Ela age tanto para o bem quanto para o mal, cabe a nós fazermos a escolha correta. No momento de fazer a escolha, muitas vezes ouvimos frases do tipo: “nossa, quanto sódio nesse alimento” ou “quero somente alimentos com zero de sódio”. A questão é: precisamos ficar assim tão espantados e cautelosos?
O sódio, elemento do sal, tem papel importante no equilíbrio de água no organismo, na contração muscular e nos impulsos nervosos. Então, precisamos dele. Ele está presente naturalmente em diversos alimentos que consumimos, como carnes e ovos. Por outro lado, o uso abusivo causa a retenção de líquido no corpo. Isso aumenta a pressão sanguínea, acelerando o batimento cardíaco. Quando muito sódio passeia pelo corpo, um dos primeiros efeitos é a retenção de líquido e, de quebra, um aumento no volume de sangue circulante. As artérias não estão acostumadas a abrir passagem para tanto líquido. Eis por que a pressão exercida na parede dos vasos é intensa.
Para piorar, o excesso de mineral também contribui para a constrição desses vasos, reduzindo seu espaço interno. Com o tempo, a pressão alta pode danificar os vasos de órgãos como o coração, o cérebro e os rins. Daí cresce o risco de infarto, derrame e insuficiência renal crônica.
Então, nem tão ao céu nem tão à terra!
Já temos estudos que mostram que a resposta de redução de pressão arterial com a restrição do consumo de sódio não se mostra eficaz para todos os indivíduos, havendo a necessidade de avaliar se a pessoa tem ou não sensibilidade ao sódio. E ainda que o Índice de Massa Corporal (IMC), a idade e os fatores dietéticos, como ingestão de álcool, são mais relacionados ao aumento da pressão arterial do que a ingestão de sódio.
O consumo recomendado de sódio é de 2.000 mg por dia, isso significa 5g de sal de cozinha, e nós consumimos cerca de 12g do condimento todo dia, ou seja, quase 2,5 vezes mais do que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde, a OMS.
Engana-se quem pensa que devemos atentar somente para o sal de cozinha. Para se ter uma ideia, o consumo de um hambúrguer, batatas fritas grandes, um refrigerante de 700 ml e um sundae de chocolate, representa 78% da necessidade diária de sódio para um indivíduo normal.
Cuidado também com a comida japonesa, a atenção fica por conta do Shoyo; 100 ml do molho equivale a 5.024 mg de sódio, portanto, vale economizar na dosagem ou pedir pela versão light, que possui teor de sódio reduzido.
Devemos evitar lanches prontos, comidas congeladas, como lasanhas, pizzas, nuggets, temperos prontos (exceto se forem aqueles de ervas sem nenhuma adição), refrigerantes etc. Afinal, é diferente você comer um único lanche em que consumirá 1.000 mg de sódio ou comer 2 fatias de pão que tenha 100 mg. Entendeu o raciocínio? Não precisamos querer tudo com zero de sódio, mas sim melhorar nossas escolhas.
Agora, se você já é hipertenso ou tem outra doença que necessite controle, aí é outra história. Você deve seguir a risca todas as recomendações de seu profissional de saúde.
O ideal, para os hipertensos, é cozinhar tudo sem sal. Dessa forma, é possível controlar com precisão a quantidade de sódio usada durante o dia. Temos também o sal light, um composto de menos sódio e mais potássio, mas isso só vale para quem não tem problemas renais. E sem abuso!
Então relaxe um pouco e procure, de forma simples, substituir o sal por temperos naturais e evitar os alimentos já citados. Faça exercícios regularmente e se mantenha dentro de uma faixa de peso saudável. E sorria, seja feliz! Estresse também prejudica a saúde e eleva a pressão.
 
FONTE: Jaqueline Fagundes

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