Prisão de ventre: alimentos ricos em fibras evitam o problema

Priorizar frutas, legumes e verduras é uma das dicas da nutricionista

A prisão de ventre é um distúrbio comum. No entanto, passar dias sem evacuar não é normal e deve-se investigar para descobrir as causas e como melhorar o incômodo.

O problema, também chamado de intestino preso ou constipação intestinal, é caracterizado por fezes endurecidas, dificuldade, desconforto e muitas vezes dor na hora de evacuar. Além de mexer com o humor e deixar a barriga estufada, o distúrbio pode resultar ainda em enxaqueca, oleosidade excessiva da pele, espinhas, celulite e fadiga.

Alimentação inadequada

Inúmeros fatores podem contribuir para desregular o intestino. Segundo Silvia Anderson Cruz, gastropediatra e professora da Faculdade de Medicina de Petrópolis, as causas mais comuns são hábitos alimentares ruins, como ingestão inadequada de fibras e pouca água, além do consumo elevado de alimentos industrializados.

Outros alimentos também podem causar prisão de ventre. Segundo Viviane Pereira, nutricionista do Mundo Verde, o ideal é evitar os processados e refinados, como massas e pães preparados com farinha branca, assim como aqueles ricos em açúcares (sucos prontos, néctares). “Devido ao processo industrial, estes alimentos perdem grande parte de seus nutrientes, principalmente as fibras”, explica.

Ainda de acordo com a médica, outros fatores favorecem o problema, como estresse, sedentarismo e ansiedade. O uso de algumas medicações, como antiácidos (para estômago), anti-hipertensivo (para baixar a pressão) e ferro também podem causar prisão de ventre.

Sintomas da prisão de ventre

O primeiro sinal de prisão de ventre é o número reduzido de evacuações por semana. O intervalo entre as evacuações varia muito de pessoa para pessoa, mas o ideal é evacuar mais que três vezes por semana.

Outros sintomas incluem fezes grossas, ressecadas e endurecidas. Algumas pessoas sentem dor para evacuar, sensação de esvaziamento incompleto do intestino, desconforto, inchaço abdominal, gases, mal estar, entre outros.

A importância das fibras

Mudar os hábitos é a principal forma de reduzir os desconfortos causados pela prisão de ventre. Por isso, a dica é rever o que você está colocando no prato. A nutricionista Viviane do Mundo Verde explica que, de maneira geral, para ajudar na melhora do funcionamento intestinal deve-se associar o consumo adequado de fibras e água.

“Existe uma recomendação média de consumo de água que é 2 litros por dia, mas para se ter isso de forma individual, poderá seguir o cálculo de 25 a 35ml por quilo de peso”, explica.

As fibras são encontradas nos alimentos integrais, como arroz, quinua, amaranto, aveia e outros, assim como em frutas, legumes e verduras. Elas atuam na formação, hidratação e volume fecais que são importantes para garantir o estímulo ao peristaltismo (movimento intestinal que favorece a eliminação desses compostos).

Outros aliados

O ideal é consumir as fibras na dieta, mas é possível suplementá-la, através dos probióticos que são micro-organismos vivos e benéficos à saúde intestinal, como Kefir, Kombuchas e versões em cápsulas e sachês. E também os prebióticos que são fibras solúveis, encontradas em alimentos como farinha de banana e psyllium e também na forma de suplementos de fibras em pó, que estimulam o crescimento de boas bactérias no intestino, além de auxiliar no controle das taxas de colesterol e glicose no sangue.

Outro suplemento que pode ajudar na melhora do funcionamento do intestino é a Glutamina. O aminoácido fortalece o sistema imunológico e regenera as células do intestino. Ela é usada pelas células intestinais como substrato de energia, garantindo sua renovação adequada e assim melhor seleção e absorção dos nutrientes em nosso organismo.

Pela Jornalista Fernanda Lima