O tempo está voando e o mês de junho já chegou recheado de festas juninas com fogueiras, quadrilhas e os inevitáveis pratos típicos dessa comemoração.
As pipocas, o milho cozido, o biscoito de polvilho, o arroz-doce, o bolo de milho verde e o bolo de fubá são algumas das diversas opções de pratos servidos nessas festas tradicionais.
“Se estou fazendo uma reeducação alimentar, preciso obrigatoriamente fugir dessas tentações?” Na realidade não.
A reeducação alimentar trata-se de uma mudança definitiva dos seus hábitos alimentares, ou seja, você não deverá, em hipótese alguma, se privar de um evento para não cair nas tentações proporcionadas por ele. Você deve fazer escolhas saudáveis e inclusive dar sugestões para que as receitas tradicionais fiquem ainda mais gostosas e saudáveis. Essa é a ideia.
Vamos ver algumas dicas simples e fáceis para você incluir nos seus pratos típicos:
Pipoca: existem diversas receitas feitas em micro-ondas que não utilizam óleo, apenas água para estourar. Dessa forma, você deixará a sua pipoca menos calórica. Outra opção é utilizar o óleo de coco, que é considerado uma gordura boa para a saúde. Cuidado, pois, além da gordura, o sal é extremamente maléfico para a nossa saúde. Então, como substituto do sal refinado, utilize o sal marinho ou o sal do himalaia, opções mais saudáveis por serem menos processadas. Porém, mesmo com essa mudança, o segredo é a moderação na hora de temperar a sua pipoca.
            Dica da nutricionista: caso, por algum motivo, desista de fazer a pipoca, opte por opções prontas desses alimentos típicos, como as canjicas de milho doces e salgadas.
Milho cozido: o famoso milho cozido vem caprichado na manteiga, o que torna o prato extremamente gorduroso. Podemos substituir a manteiga comumente utilizada nessa receita por uma manteiga de azeite. A sugestão é colocar em um recipiente pequeno azeite extravirgem e algumas ervas como alecrim, manjericão e levar à geladeira. A mistura atingirá consistência firme e poderá substituir a manteiga nessa preparação. Mais uma vez, moderação é a palavra.
Biscoito de polvilho: uma receita gostosa e viciante, pois, só paramos de comer quando o pacotinho inteiro se esgota. Que tal fazer uma receita de polvilho mais saudável e que proporcione saciedade consumindo menor quantidade?
Inclua na receita do seu biscoito de polvilho alguns grãos como chia e linhaça, que são ricos em fibras e acrescentarão diversos benefícios ao seu biscoito, auxiliando na redução do colesterol, no aumento da saciedade, além de regularizar a sua flora intestinal.
Dica da nutricionista: os sucos de caixinha e os refrigerantes são repletos de conservantes, de açúcar, além de grandes quantidades de sódio. Opte por opções mais saudáveis, como os sucos naturais ou os sucos integrais.
Arroz-doce: esse é o coringa da noite e pode permanecer na sua reeducação alimentar sendo o protagonista da festa. Uma boa dica é substituir o arroz branco refinado tradicional pelo arroz integral, uma excelente fonte de fibras, de vitaminas e de minerais, que irão tornar a sua preparação ainda mais rica em nutrientes, mantendo o sabor final doce tão gostoso quanto o de antes.
 
Troque o açúcar tradicional pelo açúcar mascavo ou o demerara, pois são opções mais saudáveis.
Bolos de fubá e de milho: os famosos bolos são irresistíveis! Mas algumas substituições inteligentes podem deixá-los ainda mais interessantes sem alterar o sabor.
Inclua farinha de trigo integral no preparo do bolo para agregar mais fibras a esse prato. Outra opção é incluir a biomassa ou a farinha de banana-verde na preparação.
A biomassa ou a farinha de banana-verde é fonte de amido resistente, que possui excelente ação prebiótica, ou seja, é fermentado pelas bactérias benéficas da microbiota intestinal, favorecendo a regularização do intestino, além de agregar mais saciedade após o seu consumo.
O leite pode ser substituído por bebidas vegetais, como a de arroz, que tem sabor extremamente neutro e diminui o valor calórico da preparação.
Faça escolhas saudáveis e divirta-se sem ter peso na consciência depois da folia!
 
Fonte: Carolina Berger

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