O dia 26 de abril é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. O Brasil figura no sexto lugar na lista de Países com a mais alta taxa de morte por doenças cardíacas, infartos e hipertensão arterial entre homens e mulheres de 35 a 74 anos. Atualmente, existe uma preocupação com o crescimento deste número para os próximos anos.
A hipertensão, também conhecida como pressão alta, é a situação na qual os vasos sanguíneos por onde circula o sangue se contraem e ficam mais estreitos. Com o passar dos anos, isso pode fazer com que o vaso entupa ou se rompa, podendo levar a problemas no coração, rins e/ou cérebro.
As causas da hipertensão são muitas, porém, o segredo é a prevenção. Checar a pressão regularmente, praticar atividades físicas, evitar o excesso de peso, o estresse e o consumo de álcool, não fumar e ter uma alimentação adequada são maneiras de manter sua pressão estável. Aliás, a boa alimentação, além de uma forma de prevenção, é indicada durante o tratamento, mesmo que com o uso de medicamentos.
Existe uma estratégia nutricional comumente utilizada em vários Países para o controle da hipertensão: a Dieta DASH (Dietary Approachs to Stop Hypertension – Abordagem Dietética para Controlar a Hipertensão). Composta por quatro a cinco porções de frutas, quatro a cinco porções de vegetais e duas a três porções de laticínios desnatados por dia, com menos de 25% de gordura, essa dieta mostrou benefícios no controle da pressão arterial em diversos estudos, inclusive em pacientes fazendo uso de anti-hipertensivos.
A dieta enfatiza o consumo de frutas, verduras, alimentos integrais, leite desnatado e seus derivados, quantidade reduzida de gorduras saturadas e colesterol, maior quantidade de fibras, potássio, cálcio e magnésio. Associada à redução do consumo de sal, seus benefícios são potencializados, sendo fortemente recomendada para indivíduos com hipertensão.
Como podemos observar, não é apenas a retirada do sal de cozinha e de alimentos ricos em sódio que se faz importante para o controle da pressão arterial. O consumo de fibras, vitaminas e minerais, além do baixo teor de gordura da dieta, faz toda a diferença.
A combinação nutrição e atividade física é de extrema importância, tanto no tratamento quanto na prevenção de doenças cardiovasculares. Além do médico, é importante o acompanhamento com um nutricionista para a adequação da dieta e melhora da qualidade de vida.
Fonte: Priscila Teles – Nutricionista da Rede Mundo Verde

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