Sabe aquela especiaria que vale a pena ter em casa? Então, estamos falando da cúrcuma.
A cúrcuma longa, ou açafrão-da-terra, é uma especiaria inconfundível e altamente cultivada em áreas tropicais da Ásia e da América Central e seu rizoma é extensamente usado em forma de pó.
Temos um número crescente de estudos mostrando as diversas aplicações da cúrcuma para a saúde. O composto ativo da cúrcuma chamado de curcumina tem várias indicações, como anti-inflamatório, antioxidante, antimicrobiano, anti-Alzheimer, antitumoral, antidiabético, imunoestimulante e antirreumático.
O uso da cúrcuma começou nos tempos antigos e, nas últimas duas décadas, os dados científicos provaram que a curcumina é de fato uma potencial molécula terapêutica.
 
DIABETES
Diabetes mellitus (DM) é uma doença metabólica crônica que eleva as concentrações de açúcar no sangue. Pesquisas revelam que as substâncias pró-inflamatórias e o estresse oxidativo desempenham um papel crucial no diabetes.
Devido à sua propriedade anti-inflamatória e antioxidante, a curcumina é uma opção terapêutica promissora para a diabetes. Em estudo feito com ratos, publicado em 2014 pela Revista científica “Molecules”, verificou-se efeito benéfico para o tratamento de complicações diabéticas por meio da regulação da expressão de proteínas responsáveis por fatores de transcrição, inflamação e controle metabólico.
 
ALZHEIMER
O alzheimer é uma das principais causas de demência em pessoas com 60 anos de idade ou mais. Os benefícios terapêuticos da curcumina contra a doença ocorre por meio da regulação de fatores, substâncias e de enzimas associadas com a atividade de NF-kB – complexo proteico envolvido na resposta celular a estímulos como o estresse, radicais livres, radiação ultravioleta, oxidação de LDL, vírus e bactérias.
Pesquisas mostram que a curcumina limpa as placas beta-amiloides associadas ao Alzheimer. As beta-amiloides são uma proteína encontrada na membrana gordurosa que envolve as células nervosas e podem bloquear as sinapses (sinalização entre um neurônio e outro). Elas também podem ativar as células do sistema imunológico que causam inflamações e devoram células deficientes.
 
CÂNCER
A curcumina tem potencial na supressão da inflamação e na inibição do crescimento de células neoplásicas. Muitos estudos in vitro têm demonstrado que a curcumina pode ser utilizada como um agente terapêutico.
Em estudo, publicado neste ano pela revista científica “Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine”, fala-se do papel da curcumina na inibição de proliferação e na indução de morte de células cancerosas. A publicação revela, ainda, que os mecanismos pelos quais há indução e morte de células cancerosas não estão claramente definidos e são provavelmente mediados por diferentes vias.
 
DOENÇAS INFLAMATÓRIAS
Devido à inibição de uma série de fatores inflamatórios em nosso corpo, a curcumina se mostra como eficiente alternativa para a melhora de acne, artrite e doença inflamatória intestinal.
Para casos de acne, podemos tanto ingerir a cúrcuma quanto aplicá-la topicamente misturada em água ou iogurte no local da espinha para melhorar as lesões e a cicatrização.
Nos casos de artrite, em estudo, publicado pela Inflammopharmacology (2013), pessoas que consumiram a cúrcuma obtiveram melhoras maiores do que aqueles que utilizaram glucosamina, um suplemento comum para dor nas articulações.
Na doença inflamatória intestinal, com o uso de cúrcuma, temos melhora do quadro inflamatório e melhora das lesões que acometem o intestino.
 
Lembre-se de que estamos falando de estudos realizados em diferentes populações e com variado número de pessoas. Você não deve abandonar nenhum tratamento prescrito por seu profissional de saúde, mas pode e deve potencializar sua saúde com o uso de uma especiaria tão especial quanto essa.
E aí? A cúrcuma merece ou não um lugar especial na prateleira dos temperos da sua casa?
 
Fonte: Jaqueline Fagundes 

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