Cardápio tem como base “alimentos de verdade”

 

A dieta Pegan é uma novidade que mistura dois cardápios bastante comuns hoje em dia: o estilo de vida vegano e a dieta paleolítica. Embora os dois cardápios sejam diferentes – em um deles o consumo de proteína de origem animal é liberado e no outro não – a dieta Pegan tem feito sucesso devido a sua baixa carga glicêmica, além de um maior aporte de fibras e de gorduras saudáveis.

Segundo Priscila Gomes, nutricionista do Mundo Verde, a base da alimentação da dieta Pegan deve ser composta de alimentos naturais, considerados “alimentos de verdade”. Vale dizer que a dieta paleolítica prioriza o consumo de carnes, óleos, oleaginosas e sementes, enquanto a dieta vegana é baseada em cereais e vegetais frescos e naturais, excluindo, por exemplo, qualquer tipo de proteína animal, inclusive os laticínios.

 

O que comer na dieta Pegan?

 

Semelhante o estilo de vida vegana, quem opta por seguir a dieta pegan deve priorizar o consumo de, em média, 75% de alimentos naturais. Confira algumas dicas:

 

  • Verduras, legumes, sementes e frutas (de baixo índice glicêmico e carga glicêmica);
  • Gorduras boas. A dica é investir em fontes como azeite de oliva, abacate, nozes, coco, óleo de abacate e óleo de coco;
  • O consumo de cereais integrais sem glúten, como (quinoa e aveia), devem ser moderados, (até ½ xícara ao dia).
  • As leguminosas podem fazer parte da dieta, mas merecem atenção na escolha dos grãos. O mais utilizado nesta dieta é a lentilha, pois possui menos carboidratos que os feijões. Podem ser consumidos até 1 xícara por dia.
  • Diferente do estilo de vida vegan, é liberado o consumo de proteínas animais, mas essas devem ser utilizadas como acompanhamento, não como prato principal. As origens dessas proteínas devem ser de animais criados de forma sustentável.
  • Peixes de águas frias, por exemplo, tem alto teor de ômega-3, (fonte de ácidos graxos), uma gordura benéfica para a saúde.

 

Fuja: alimentos que devem ser evitados na dieta Pegan

 

Ainda segundo a nutricionista, o consumo de leguminosas e cereais com alto índice glicêmico, além de óleos vegetais, como canola, girassol, milho e de soja devem ser evitados.

 

Produtos lácteos também. “Consuma-os de forma esporádica e opte pela versão de cabra ou ovelha orgânicos. Evite o glúten e o consumo de açúcares como mel e agave”, sugere Priscila. Além disso, alimentos processados e ultraprocessados também devem ser evitados.

 

Quero começar, e agora?

 

Para dar o primeiro passo em direção a uma vida mais saudável é preciso saber que alguns hábitos precisarão ser revistos. A nutricionista alerta que, antes de começar a dieta Pegan, deve-se ter acompanhamento nutricional.

 

“Serão analisadas todas as necessidades nutricionais, avaliando a quantidade de proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais de acordo com a individualidade de cada um”, explica Priscila.

 

Lembrando que a dieta Pegan não possui contraindicações. “É indicada a todos que buscam uma alimentação mais equilibrada, com menor quantidade de carboidratos e açúcares, podendo ser uma estratégia para o emagrecimento, controle do colesterol e no caso da restrição do açúcar, para diabéticos”, conta a nutricionista.

 

Afinal, vale a pena seguir a dieta Pegan?

 

A dieta Pegan é baseada no consumo de alimentos naturais, frescos, além de proteínas, carboidratos de boa qualidade e gorduras, com redução no consumo de alimentos processados e ultra processados, repletos de aditivos, corantes, conservantes, gomas e outros insumos industriais e artificiais.

 

Desta forma, a dieta contribui na redução da inflamação, incidência de doenças crônicas não transmissíveis e no controle da obesidade. Mas vale lembrar que, como no caso de qualquer dieta, é importante consultar o nutricionista antes de adotá-la como estilo de vida.

 

Além disso, como a dieta ainda é recente, não existem estudos que avaliem o impacto na saúde da população. No entanto, a maior parte das recomendações da dieta pegan, como restringir alimentos processados, são recomendações que já foram validados em diversos estudos.

Por Fernanda Lima.

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