Os radicais livres, formados a partir de espécies reativas de oxigênio (ERO’s), são grandes responsáveis por danos em nossas células. Quando estão em excesso podem destruir a membrana de nossas células, provocando alterações no DNA que podem levar desde envelhecimento até propiciar o desenvolvimento de doenças degenerativas.
O metabolismo do oxigênio durante a respiração leva a produção de radicais livres. Durante o exercício, principalmente de alta intensidade, o consumo de oxigênio pelo organismo pode aumentar de 10 a 20 vezes. Dessa forma praticantes de atividades físicas produzem uma maior quantidade de radicais livres.
Radiação solar, cigarro, medicamentos, poluição e alimentação inadequada são exemplos de outros fatores que também culminam na produção de radicais livres em nosso organismo.
Essas moléculas, geradas no momento da prática desportiva, provocam danos aos tecidos e células, o que resulta em prejuízos no desempenho. Quando a concentração intramuscular de radicais livres encontra-se elevada, ocorre comprometimento da função contrátil das células musculares, antecipando a fadiga.
Nosso organismo possui um sistema de defesa antioxidante, que minimiza os danos que os radicais livres podem ocasionar às células e, conseqüentemente, influenciar no rendimento. Estudos apontam que o indivíduo treinado sofre uma adaptação aumentando as enzimas de ação antioxidante para compensar essa maior produção de radicais livres. Podemos auxiliar nesse combate aos radicais livres incluindo na dieta alimentos que possuem antioxidantes em sua composição.
Os minerais zinco e selênio atuam evitando a formação de radicais livres. Inclua alimentos fontes de zinco, como: ostras, oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas),  cereais integrais e semente de abóbora, já o selênio está presente nos grãos integrais e castanha do Brasil.
As vitaminas A, C e E além dos flavonoides e carotenoides atuam neutralizando os radicais livres. São fontes de vitamina A e carotenoides abóbora, cenoura, tomate, melancia, abacate, suco de laranja, ervilhas, mamão, manga, acerola. Laranja, mamão, morango, acerola, abacaxi são alimentos fontes de vitamina C. Já a vitamina E está presente no gérmen de trigo, oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas, pistache, avelãs, amendoim), semente de girassol. Os flavonoides podem ser encontrados no chá verde e suco de uva integral.
Fonte: Thais Souza
Nutricionista da Rede Mundo Verde

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